quarta-feira, janeiro 19, 2005

Australian Open

Quando a Perfeição tem um nome: Roger Federer...


Como já muito boa gente deve ter reparado os meus horários são um pouco diferentes dos do resto do pessoal. Durmo de tarde para poder estar bem desperta durante a noite.
Mas, também, não é para menos! Estamos em pleno Open da Austrália, o 1º Grand Slam da temporada e o meu preferido! Há qualquer coisa de especial no Open da Austrália que o torna diferente de todos os outros. Em mais nenhum torneio consigo ficar horas e horas a ver jogos, noites inteiras, 4 a 5 jogos seguidos, sem conseguir desviar os olhos do ecrãn e a vibrar com as melhores jogadas protagonizadas, muitas vezes, por jogadores que desconhecia. Isso sim são noites bem passadas!
Passemos, porém, aos desabafos:
  1. Uma coisa que não gosto muito no ténis é a maneira como os jogadores "saltam" constantemente de posição. Basta uma pessoa descuidar-se durante uns meses para, quando der conta, oTop 10 estar completamente mudado. Ainda há uns meses atrás, Kim Clijsters e Justin Henin- Hardenne discutiam as posições cimeiras do Top, para agora estarem arredadas de tais posições (20º e 9º lugar do ranking mundial, respectivamente). E quem não se lembra do domínio protagonizado pelas irmãs Williams, que agora se encontram em 7º - Serena e em 9º - Venus?!
  2. Vindos do nada surgem novos jogadores e lá tem uma pessoa que estar em constante actualização... Óh minha gente, eu não tenho vida para isso, quem me dera!
  3. Mas, talvez o que me deixa mais stressada - até porque tenho que admitir que também caio nesse erro - é a "indiferença" com que tratamos os jogadores que estão em lugares mais afastados do Top. Todos nós já ouvimos comentários do género "Quem?! Esse jogador?! Oh! Ele está em 78º lugar do ranking, não interessa!" Mas vejamos, quantas pessoas é que podem dizer que estão entre os 100 melhores do mundo numa dada profissão, principalmente quando são jovens nos seus 20 anos?! Quantos de nós é que poderemos dizer que vamos estar entre os 100 melhores advogados, juízes, médicos, economistas, engenheiros do mundo? Por muito que acredite em vocês, a verdade é que nenhum de nós alcançará tal patamar!
  4. A conclusão a que eu chego é que o mundo da alta competição é deveras ingrato para todos aqueles que não chegam ao topo!

E ando eu aqui nestes desabafos quando devia era estar a estudar Fiscal... Mas que ceninha mais secante!

Agora era a altura em que dizia que ia estudar... Mas para quê mentir? Vocês conhecem-me! Vou antes ver mais uns jogos de ténis! :)

Ah!!! Mas antes disso não me posso esquecer de falar dum jogador espanhol que me surpreendeu bastante, pela positiva! Falo de Guillermo Garcia-Lopez, um jovem tenista espanhol (106º do ranking) que se debateu com Carlos Moya (finalista em 97) no Open da Austrália e, contra todas as previsões, ganhou! Mas que grande jogo! Jogou de igual para igual e não se intimidou, apesar de estar a jogar contra um dos grandes nomes do ténis mundial! Isso é que é um jovem com garra! Gostei!





3 comentários:

*Venus* disse...

eu n ando a par do ténis, até pq já n tenho mt paciência p isso, mas, caso ele estaja no australian (q n sei se está) toma conta no James Blake.
quem é amiga, quem é???

Anónimo disse...

O Boris Becker já não joga há uns aninhos, só em jogos de solidariedade e coisas do género... Mas profissionalmente, já arrumou os ténis, ker dizer, sapatilhas (meu Deus, isto já é de tanto ouvir os meus amigos d lx dizer "não é sapatilhas, é ténis!!"). Beijinhos

Andreia disse...

Mas se queres ver o Boris Becker podes vê-lo em publicidade à Nutella! Lol
Não sei se ele agora ainda faz, mas dantes fazia :P