quando se está na cadeira do dentista passa-nos tudo pela cabeça.
a primeira coisa que se pensa é : "seis meses depois, será que ainda está tudo bem, ou lá vai ela espetar-me aquelas coisas todas horríveis na boca outra vez?"
depois de nos apercebermos que, desta vez, ela vai voltar a espetar as coisas horríveis outra vez, temos tempo suficiente para pensar em tudo e mais alguma coisa.
o mais natural é que eu, hoje, plantada naquela cadeira, pensasse em economia internacional, ou pensasse na minha vida, ou pensasse nas férias, ou pensasse no futebol de logo, ou pensasse em tudo... tudo, menos quadros.
mas o q ia passando na minha cabeça, qual imagem q n conseguimos tirar da memória, era um raio de um quadro q havia lá no consultório.
nunca tinha reparado em tal coisa. já tinha visto aquela colecção toda de quadros dos barquinhos, e um outro que parecia uma mancha azul mas que tinha uma rede por cima (isso faz-se muito, aqui na zona!), mas tal coisa não. aquele quadro - fantástico, diga-se - não era mais do que - e perdoem-me a expressão - um tubarão a enrabar outro tubarão.
é verdade, n há outra maneira de o dizer, era isso mesmo.
juro q estava p tirar uma foto àquilo. mas depois achei q era mau estar ali a tirar fotos. a verdade é q n estava ninguém a ver, mas, daqui a seis meses, qd lá voltar, pode ser que tire uma foto.
aquilo ainda anda a pairar na minha cabeça, a sério...