segunda-feira, janeiro 03, 2005

Se escolhes a vida, escolhes também a morte


Se eu estivesse ciente de que teria de desaparecer da face da Terra no meio da felicidade, teria optado por vir ao mundo? Ou teria recusado participar neste jogo insensato de «dar e tirar»? Nós vimos à Terra apenas uma vez. Participamos na aventura e desaparecemos dela pouco depois.

[...] É que, se eu não tivesse ousado espreitar a aventura, nunca teria sabido o que iria perder. Compreendes? Às vezes, é mais difícil para os seres humanos perderem uma coisa de que gostam muito que não a terem possuído nunca.

[...] São estas as regras: se escolheres a vida, escolhes também a morte.

[...] Sinto-me tão desamparado. Não tenho nada a que me agarrar. Nada pode salvar-me. Eu não perco apenas o mundo. Perco tudo e todos de quem gosto. Perco-me sobretudo a mim próprio. E, num ápice, deixo de existir.

In, A Rapariga das Laranajas de Jostein Gaarder

1 comentário:

*Venus* disse...

costuma-se dizer q "mais vale ter amado e perdido, q n ter nunca amado", or something like that.
da mesma maneira, n podes pensar na hipótese de n querer ter, c o medo de n querer perder; porque assim nunca vais ter nada q realmente quererias.